Momentos de inovação: um estudo exploratório com Avaliação Ecológica Momentânea
Correia, Maria Margarida Simões
Diversos
O presente estudo teve como objetivo explorar a viabilidade de Avaliação Ecológica Momentânea (EMA) como método para identificar Momentos de Inovação (MI) no quotidiano de participantes não clínicos, Oito participantes (seis mulheres e dois homens; M – 25.38 anos, DP – 4.41) completaram registos diários através da aplicação movisensXS durante quatro anos e cinco dias, recebendo três notificações aleatórias por dia e podendo realizar avaliações adicionais de forma autónoma.
O protocolo incluiu medidas de bem-estar, ansiedade, depressão, ambivalência e um item de autoidentificação de MI. A taxa média de adesão foi de 49.3% e os participantes assinalaram MI em 35.5% das avaliações.
A análise qualitativa revelou que o protocolo foi considerado viável e útil para promover autorreflexão, embora se tenham identificado áreas de melhoria, como notificações em horários fixos e inclusão de mudanças negativas.
Apesar das limitações, estes dados evidenciam o potencial da EMA como recurso metodológico e clínico, abrindo caminho para uma abordagem mais ecológica e integrada do estudo aos processos de mudança em psicoterapia.
This study aimed to explore the feasibility of Ecological Momentary Assessment (EMA) as a method to identify Innovative Moments (IM) in the daily lives non-clinical participants, Eight participants (six women and two men; M – 25.38 years, SD – 4.41) completed daily records using movisensXS app for five days, receiving three random notifications per day and being able to self-initiate additional assessments.
The protocol included measures of well-being, anxiety, depression, ambivalence, and a single self-identification IM item. The average compliance rate was 49.3%, and participants reported IMs in 35.5% of assessments. Qualitative findings showed that EMA protocol was perceived as feasible and reflective, though suggestions for improvement included fixed notification times and the inclusion of negative changes. Despite its limitations, these data highlight the potential of EMA as a methodological and clinical resource, paving the way for a more ecological and integrated approach to the study of change processes in psychotherapy.