Impact of social anxiety on the subjective assessement and somatosensory processing at spinal and supraspinal levels of affective touch
Gonçalves, Francisco Miguel de Oliveira
Diversos
A Perturbação de ansiedade Social (PAS) caracteriza-se por um medo excessivo da avaliação e evitamento de situações interpessoais. Tem sido demonstrado que indivíduos com ansiedade social (IAS) apresentam um processamento alterado de estímulos sensoriais e sociais. O toque afetivo (TA) é uma modalidade tátil de natureza social, neurologicamente mediada por fibras C-táteis (CT) não mielinizadas, que desempenham um papel central na regulação emocional e na vinculação interpessoal, embora na sua modulação na ansiedade social (AS) permaneça pouco compreendida. O presente estudo investigou o impacto dos sintomas de AS na avaliação subjectiva e nas respostas neurofisiológicas ao TA, ao nível espinhal (potenciais somatossensociais evocados [PSEs] N13) e supraespinhal (PSEs N20-P25, N1-P1, N2-P2), em participantes do sexo feminino saudáveis. As participantes forma expostas a três condições de toque: toque discriminativo, estimulação CT-ótima realizada por um robô e estimulação CT-ótima realizada por um humano, enquanto eram registados os PSEs. OS resultados revelaram que participantes com níveis elevados de AS relataram menor agradabilidade e apresentaram amplitudes N13 mais negativas durante o toque discriminativo, sugerindo um processamento espinhal alterado. Uma correlação positiva entre AS e a amplitude N13 durante a estimulação CT-ótima por robô indicou uma resposta espinhal alterada ao estímulo afetivo. Ao nível supraespinhal, as participantes com AS elevada exibiram amplitudes N2 inferiores durante a estimulação CT-ótima por humano. Estes resultados sugerem que os sintomas de AS modulam precocemente o processamento somatossensocial, mesmo em contextos neutros, salientando a necessidade de replicação destes resultados em amostras mais amplas e diversificadas.
Social Anxiety Disorder (SAD) is characterized by excessive fear of social evaluation and avoidance of interpersonal situations. It has been shown that socially anxious individuals (SAI) exhibit altered processing of sensory and social signals. Affective touch (AT) is a social tactile modality, neurobiofogically mediated by unmyelinated C-tactile (CT) fibers, that plays a central role in emotional regulation and interpersonal bonding, though its modulation in social anxiety (SA) remains poorly understood. This study examined the impact of SA symptoms on subjective assessment and neurophysiological responses to AT at spinal (N13 somatosensory evoked potentials [SEPs]) and supraspinal (N20-P25, N1-P1, N2-P2 SEPs) levels in healthy females. Participants experienced three touch conditions: discriminative touch, CT-optimal stimulation by a robot, and CT-optimal stimulation by a human, while SEPs were recorded. High SAI reported lower pleasantness and showed more negative N13 amplitudes during discriminative touch, suggesting altered spinal processing. A positive correlation found between SA and N 13 amplitude during CT-optimal stimulation by a robot indicated altered spinal responsiveness to affective input. At the supraspinal level, high SAI exhibited lower N2 amplitudes during CT-optimal stimulation by a human. These findings suggest that SA symptoms modulate early somatosensory processing even in neutral contexts, underscoring the need for replication with broader diverse samples.