Processos de mudança em intervenções de escrita: comparação de dois paradigmas
Pereira, Glória Carolina
Diversos
As Intervenções Baseadas na Escrita (IBE) revelam-se promissoras para a diminuição do sofrimento psicológico nos estudantes universitários. Este estudo teve como objetivo compreender como decorrem os processos de mudança em IBE, comparando os paradigmas de Escrita Expressiva (EE) e de Escrita Combinada (EC). Utilizaram-se o Sistema de Codificação de Momentos de Inovação, o Sistema de Codificação de Ambivalência e o Linguistic Inquiry and Word Count, como instrumentos de análise. A amostra foi composta por 125 estudantes universitários, que realizaram quatro tarefas de EE ou de EC. Os testes-t demonstraram que a proporção de Momentos de Inovação (MI) foi significativamente superior na EC. As equações de estimação generalizadas indicaram um aumento da proporção de MI ao longo das tarefas nos dois grupos, com um maior aumento nas tarefas 3 e 4 da EC. A proporção de MI com Marcadores de Ambivalência (MA) foi superior na EE e verificou-se uma diminuição ao longo das tarefas, independentemente do grupo. As correlações de medidas repetidas evidenciaram associações significativas entre os MI e o afeto positivo (correlação positiva) e entre os MI e o afeto negativo (correlação negativa) nos dois grupos. Os resultados sugerem que as IBE podem facilitar a mudança psicológica em estudantes universitários.
Writing-based interventions (WBIs) show promise in reducing psychological distress among university students. This study aimed to examine the underlying change processes in WBIs by comparing the Expressive Writing (EW) and Combined Writing (CW) paradigms. The Innovative Moments Coding System, the Ambivalence Coding System, and the Linguistic Inquiry and Word Count were employed, which served as the primary analytical tools. A sample of 125 university students completed four EW or CW tasks. T-tests revealed that the proportion of Innovative Moments (IMs) was significantly higher in the CW group. Generalized estimating equations indicated an increase in IMs across tasks in both groups, with a steeper rise in tasks 3 and 4 in CW. The proportion of IMs accompanied by Ambivalence Markers (AMs) was higher in EW and decreased across tasks, regardless of the group. Repeated measures correlations showed significant associations between IMs and positive affect (positive correlation), and between IMs and negative affect (negative correlation), across both groups. These findings suggest that WBIs may promote psychological change in university students.