Regulação emocional e o seu impacto no funcionamento positivo de estudantes universitários: o papel mediador do afeto e da solidão
Pinho, Ana Rita de Almeida
Miscellaneous
Investigações recentes indicam que a utilização de estratégias de regulação emocional adaptativas está associada a um melhor funcionamento positivo. Tais estratégias promovem o aumento de afetos positivos e a reparação de afetos negativos, sendo menos utilizadas por sujeitos que experienciam solidão. Com o intuito de aprofundar a compreensão deste tema, o principal objetivo deste estudo transversal foi investigar se o afeto e a solidão mediavam a relação entre as estratégias de regulação emocional e o funcionamento positivo dos estudantes universitários. A metodologia quantitativa adotada envolveu a aplicação de questionários online para a recolha de dados, numa amostra de 340 estudantes de universidades portuguesas, com idades entre os 18 e os 25 anos.
Os resultados indicaram que os estudantes utilizam, com maior frequência, estratégias de reavaliação cognitiva em comparação com a supressão emocional. Apesar disso, a média dos resultados revelou que uma parte significativa recorreu à supressão emocional, dificultando o desenvolvimento do funcionamento positivo. A supressão emocional relacionou-se com menor curiosidade e criatividade, efeito mediado por níveis reduzidos de afeto positivo e elevados de solidão. Em suma, os resultados evidenciaram a importância da promoção de estratégias adaptativas de regulação emocional, para potencializar o funcionamento positivo em contextos universitários.
Recent research indicates that the use of adaptive emotional regulation strategies is associated with better positive functioning. Such strategies promote an increase in positive affect and the repair of negative affect, and are less frequently used by individuals experiencing loneliness. In order to deepen the understanding of this topic, the main objective of this cross-sectional study was to investigate whether affect and loneliness mediated the relationship between emotional regulation strategies and positive functioning in university students. The quantitative methodology adopted involved the use of online questionnaires for data collection, with a sample of 340 students from Portuguese universities, aged between 18 and 25 years.
The results indicated that that students more frequently used cognitive reappraisal strategies compared to emotional suppression. However, the average results revealed that a significant portion of students still rely on emotional suppression, which hinders the development of positive functioning. Emotional suppression was associated with lower curiosity and creativity, an effect mediated by reduced levels of positive affect and increased levels of loneliness. In summary, the findings highlight the importance of promoting adaptive emotional regulation strategies in order to enhance positive functioning in university contexts.