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“Stuck on anger”: comparing autonomic and subjective recovery in high and low anger ruminators

“Stuck on anger”: comparing autonomic and subjective recovery in high and low anger ruminators

Fagundes, Catarina Gonçalves

| 2025 | URI

Diversos

A ruminação da raiva (RR) centra-se na recordação persistente de episódios de raiva, associada à ativação prolongada do sistema nervoso simpático, refletida em marcadores como a frequência cardíaca (FC) e a pressão arterial (PA). Este estudo investigou se a predisposição para a RR influencia a reatividade fisiológica, a experiência subjetiva e a dificuldade em desligar de pensamentos após recordar um episódio de raiva. Para isso, compararam-se as respostas autonómicas e subjetivas de participantes com alta versus baixa RR, determinada com base na Escala de RR (N = 47), durante um paradigma de recordação de raiva que incluiu três fases: linha de base, recordação e recuperação. Os resultados sugerem que o paradigma foi mais eficaz em induzir reatividade fisiológica em indivíduos com RR alta, já que a FC e PA aumentaram significativamente até à fase de recordação, o que não ocorreu no grupo com RR baixa. Contudo, na fase de recuperação, não se observaram diferenças significativas entre grupos na FC e PA. O grupo com RR alta relatou experiências subjetivas mais intensas de raiva e maior dificuldade em desligar de pensamentos sobre o episódio. Assim, a RR pode não prolongar a reatividade fisiológica, mas parece manter aspetos cognitivos do estado de raiva.
Anger rumination (AR) centres on the persistent recall of anger-inducing episodes and is associated with prolonged activation of the sympathetic nervous system, as reflected by markers such as heart rate (HR) and blood pressure (BP). This study investigated whether proneness to AR influences physiological reactivity, subjective experience, and difficulty disengaging from thoughts after recalling an anger episode. To this end, we compared autonomic and subjective responses to an anger recall paradigm in participants with high vs low proneness to AR, as assessed using the AR Scale (N = 47). The experimental paradigm included three phases: baseline, anger recall, and recovery. Results suggest that the paradigm was more effective in inducing physiological reactivity in individuals with high AR, as HR and BP significantly increased from baseline to the recall phase, which was not observed in the low AR group. However, during the recovery phase, no significant differences were found between groups in HR or BP. In addition, the high AR group reported more intense subjective experiences of anger and greater difficulty in letting go of thoughts related to the episode after the recovery period. Thus, while AR may not prolong physiological reactivity, it appears to sustain the cognitive aspects of the anger state.

Publicação

Ano de Publicação: 2025

Identificadores

ISSN: 204017564

ISBN: urn:tid:204017564